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Escavação das Palavras: oficina literária para escolas

Atualizado: há 18 horas

Oficina literária para escolas sobre literatura, história e memória



A Oficina Escavação das Palavras é uma proposta formativa para escolas que aproxima literatura, história, memória, escrita e psique a partir das narrativas da Segunda Guerra Mundial e de outras tragédias humanas.


Por meio de livros, cartas, imagens, testemunhos e reflexões, os estudantes são convidados a compreender a palavra como vestígio, abrigo, denúncia, elaboração e resistência.


A Oficina Escavação das Palavras é ministrada por Jussara Prates, escritora e historiadora, e Helena Klein, escritora e psicanalista.


Oficina Escavação das Palavras sobre literatura, história, memória e Segunda Guerra Mundial para estudantes

Cartas, livros e fotografias antigas em oficina literária sobre memória e escrita



A Oficina literária para escolas - Escavação das Palavras é uma proposta formativa para escolas que aproxima literatura, história, memória, escrita e psique a partir das narrativas da Segunda Guerra Mundial e de outras tragédias humanas.


Por meio de livros, cartas, imagens, testemunhos e reflexões, os estudantes são convidados a compreender a palavra como vestígio, abrigo, denúncia, elaboração e resistência.


Quer levar esta Oficina para sua escola? Chame no WhatsApp.


Atendimento para escolas, turmas dos anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio, projetos de leitura, semanas literárias e ações interdisciplinares.



O que é a Oficina Escavação das Palavras?


A Escavação das Palavras é uma oficina criada e conduzida por Jussara Prates e Helena Klein, voltada a estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.


A proposta parte da Segunda Guerra Mundial para discutir o valor da literatura, da escrita, das cartas e das narrativas de sobreviventes na preservação da memória e na elaboração de experiências traumáticas.


Mais do que apresentar fatos históricos, a oficina convida os estudantes a olhar para as marcas humanas deixadas pela guerra: o medo, o luto, os deslocamentos, os silêncios, os objetos, os livros e as palavras que sobreviveram.


O material base da oficina apresenta a Segunda Guerra Mundial como uma das maiores catástrofes humanas da história, relacionando o conflito ao cotidiano, às perdas, às imagens, às cartas e aos testemunhos que permanecem como registros de memória.


Por que trabalhar literatura, história e memória na escola?


A escola não é apenas o lugar onde os estudantes aprendem conteúdos. É também o espaço onde desenvolvem repertório, pensamento crítico, empatia e capacidade de compreender a experiência humana.


Quando temas como Segunda Guerra Mundial, Holocausto, censura, trauma, cartas e testemunhos são trabalhados de forma sensível, eles deixam de ser apenas capítulos do livro didático e passam a provocar reflexão sobre humanidade, violência, direitos, memória e responsabilidade.


A oficina ajuda a responder perguntas fundamentais:


Como falar sobre tragédias humanas sem banalizar a dor? Como aproximar os estudantes da história por meio da literatura? Como mostrar que cartas, livros e testemunhos também são documentos de memória? Como trabalhar leitura e escrita de forma significativa? Como conectar passado e presente sem perder o cuidado pedagógico?


Para nunca esquecer: quando a palavra se torna memória


A apresentação da oficina traz como chamada Para nunca esquecer!, apontando para a importância de lembrar, narrar e refletir sobre acontecimentos que marcaram profundamente a história humana.


A oficina parte da ideia de que a palavra pode guardar aquilo que muitas vezes a voz não consegue dizer.


Cartas, livros, diários, relatos e testemunhos são vestígios de pessoas que viveram situações extremas e tentaram, de algum modo, deixar marcas de existência, afeto, medo, perda, esperança ou despedida.


A partir dessa perspectiva, os estudantes são convidados a perceber que a história também vive nos detalhes: em uma carta encontrada, em um livro que circulou no front, em uma fotografia, em um silêncio, em uma memória familiar ou em uma narrativa literária.


Segunda Guerra Mundial, Holocausto e narrativas de sobrevivência


A Segunda Guerra Mundial é o eixo histórico inicial da oficina. O material apresenta o conflito entre 1939 e 1945, suas fases, principais grupos envolvidos e algumas figuras históricas associadas ao período.


A oficina também aborda o Holocausto, apresentado como o genocídio de judeus, ciganos, homossexuais, testemunhas de Jeová, pessoas com deficiência, opositores políticos e outros grupos perseguidos pelo regime nazista.


Esse conteúdo é trabalhado com cuidado, sem espetacularização da violência. O objetivo não é chocar os estudantes, mas ampliar a compreensão sobre intolerância, autoritarismo, desumanização, perseguição, memória e direitos humanos.


Livros, censura e poder


Um dos eixos mais fortes da oficina é a relação entre livros, censura e poder.


A apresentação destaca que os livros foram alvo de grande atenção durante a Segunda Guerra Mundial, tanto por regimes fascistas quanto por governos democráticos. A leitura pode ser entretenimento, recurso pedagógico, instrumento político ou ideológico.


A oficina aborda a queima de livros em Berlim, em 10 de maio de 1933, quando estudantes universitários, influenciados pela propaganda nazista, queimaram publicamente obras de autores considerados contrários à ideologia do regime.


Esse episódio permite discutir uma pergunta essencial:


Por que regimes autoritários temem livros, autores, professores e leitores?


A partir dessa questão, os estudantes refletem sobre censura, liberdade de pensamento, controle cultural, circulação de ideias e o papel da literatura na formação crítica.


Quando os livros foram à guerra


A oficina também apresenta uma dimensão menos conhecida da Segunda Guerra Mundial: a circulação de livros entre soldados.


O material aborda as Armed Services Editions, edições especiais criadas nos Estados Unidos para enviar livros aos soldados no front entre 1942 e 1945.


Esses livros eram impressos em formato de bolso, para caber no uniforme militar, e circulavam em trincheiras, hospitais e momentos de descanso. A apresentação mostra que soldados e marinheiros passavam os livros adiante, mesmo quando estavam desgastados, borrados, rasgados ou com páginas soltas.


Esse eixo permite compreender o livro como:

Abrigo simbólico;

Fonte de conforto;

Resistência diante do medo;


Cartas de guerra: vestígios dos vivos e dos mortos


As cartas ocupam um lugar central na oficina.


Elas aparecem como documentos históricos, testemunhos íntimos e marcas de pessoas que tentaram escrever quando a fala já não parecia suficiente.


A apresentação traz cartas da guerra, correspondências preservadas em memoriais e relatos de pessoas que escreveram em contextos de perseguição, separação, medo e luto.


Também são apresentados casos de cartas encontradas décadas depois, como documentos recuperados após o naufrágio de um navio de carga em 1941 e cartas localizadas em espaços marcados pela guerra.


A partir dessas narrativas, os estudantes são convidados a refletir:


O que uma carta tenta dizer quando a voz falha?

O que permanece de uma vida quando quase tudo foi destruído?


A guerra termina, mas as marcas permanecem


A oficina também discute trauma, memória e sobrevivência.


O material destaca que muitos sobreviventes carregaram marcas por toda a vida, inclusive afetando gerações seguintes. Muitos não conseguiram falar sobre o que viveram, porque não havia palavras suficientes para dar corpo ao sofrimento.


Esse ponto é tratado com sensibilidade, respeitando a faixa etária dos estudantes e o ambiente escolar.


A proposta não busca transformar a dor em espetáculo, mas ajudar os alunos a compreender que tragédias humanas deixam marcas nos corpos, nas famílias, nos objetos, nos lugares, nos livros, nas cartas e nos silêncios.


Escrita, memória e elaboração simbólica


Quando as palavras falham na fala, a escrita pode se tornar caminho.


A apresentação aborda a carta como ferramenta de elaboração, destacando que cartas terapêuticas podem ajudar a explorar sentimentos, refletir sobre experiências e articular esperanças para o futuro.


Na oficina, essa reflexão é adaptada ao contexto educativo. A escrita aparece como possibilidade de expressão, escuta e construção de sentido.


Os estudantes podem ser convidados a produzir pequenos textos, cartas simbólicas, reflexões, registros de memória ou respostas sensíveis a partir dos temas trabalhados.


Da Segunda Guerra às tragédias contemporâneas


A Escavação das Palavras parte da Segunda Guerra Mundial, mas não permanece presa ao passado.


A oficina abre espaço para pensar como tragédias humanas continuam produzindo perdas, deslocamentos e marcas coletivas. O material faz uma conexão com a enchente no Rio Grande do Sul, destacando a perda de casas, bens, referências de vida e histórias familiares.


Essa aproximação permite mostrar aos estudantes que a memória não pertence apenas aos livros de história. Ela também está nas comunidades, nas famílias, nos territórios e nos acontecimentos que atravessam o presente.


Para quais turmas a oficina é indicada?


A oficina é indicada para:


Estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental;

Estudantes do Ensino Médio;

Projetos de leitura e escrita;

Semanas literárias;

Feiras do livro;

Projetos interdisciplinares;

Atividades de História e Literatura;

Ações de educação em direitos humanos;

Projetos sobre memória, empatia e formação humana;

Atividades relacionadas à Segunda Guerra Mundial, Holocausto, livros, cartas e testemunhos.


Uma proposta interdisciplinar para escolas


A oficina dialoga com diferentes áreas do conhecimento.


História

Segunda Guerra Mundial, Holocausto, regimes totalitários, perseguições, cotidiano da guerra, memória e direitos humanos.

Literatura

Livros, autores, narrativas, testemunhos, literatura de guerra, leitura e formação humana.

Língua Portuguesa

Gêneros textuais, cartas, relatos, interpretação, produção escrita, argumentação e expressão subjetiva.

Filosofia e Sociologia

Ética, violência, poder, humanidade, alteridade, memória coletiva e responsabilidade social.

Projeto de Vida e formação humana

Sentido, escuta, empatia, reconstrução, pertencimento, elaboração simbólica e reflexão sobre o futuro.


Objetivos da Oficina Escavação das Palavras


A oficina tem como objetivos:


Aproximar estudantes da relação entre literatura, história, memória e psique;

Refletir sobre Segunda Guerra Mundial, Holocausto e outras tragédias humanas;

Compreender o valor histórico, literário e simbólico de livros, cartas e testemunhos;

Discutir censura, poder, leitura e liberdade de pensamento;

Estimular leitura, interpretação e produção escrita;

Desenvolver empatia, escuta e pensamento crítico;

Trabalhar a escrita como forma de expressão e elaboração;

Relacionar passado e presente a partir da memória e dos direitos humanos;

Fortalecer projetos escolares de leitura, literatura, história e formação humana.


Como a oficina acontece?


A oficina combina exposição dialogada, leitura de imagens, contextualização histórica, análise de trechos, reflexão coletiva e propostas de escrita.

A metodologia pode ser adaptada conforme a idade dos estudantes, o tempo disponível e os objetivos da escola.


A proposta pode incluir:


Apresentação visual com imagens, cartas e referências históricas;

Conversa orientada sobre literatura, memória e escrita;

Reflexão sobre livros, censura e poder;

Análise de cartas e vestígios documentais;

Atividade de escrita sensível;

Fechamento coletivo com discussão sobre memória, humanidade e responsabilidade.


Formatos possíveis


A oficina pode ser realizada em diferentes formatos:


Presencial ou online

Encontro único;

Dois encontros formativos (com atividades prática);

Atividade integrada a projeto escolar;

Ação para semana literária;

Proposta para feira do livro;

Atividade complementar ao estudo da Segunda Guerra Mundial;

Projeto interdisciplinar com produção escrita dos estudantes.


A duração, o formato e a abordagem podem ser ajustados conforme o calendário pedagógico, a faixa etária e os objetivos da instituição.


Por que levar esta oficina para sua escola?


Porque temas difíceis precisam ser trabalhados com conhecimento, cuidado e sensibilidade.

A Escavação das Palavras não é apenas uma palestra sobre guerra. É uma experiência formativa que aproxima história, literatura, memória e subjetividade.


A oficina contribui para:


Fortalecer projetos de leitura;

Ampliar repertório histórico e literário;

Trabalhar temas sensíveis com responsabilidade;

Estimular escrita e interpretação;

Desenvolver empatia e pensamento crítico;

Relacionar passado e presente;

Valorizar memória, humanidade e direitos humanos;

Oferecer uma atividade interdisciplinar com sentido pedagógico.


Sobre as ministrantes


Jussara Prates Girardi é escritora, produtora cultural e especialista em gestão estratégica de projetos, patrimônio, cultura e educação. Atua no desenvolvimento de projetos culturais, materiais educativos, publicações e ações voltadas à valorização da memória, identidade e diversidade cultural brasileira. (ver portfólio no site).


Helena Klein atua em parceria na oficina, contribuindo com o olhar sobre psique, escuta, escrita e elaboração simbólica das experiências humanas. (Ver portfólio no site).


Juntas, desenvolvem a Oficina Escavação das Palavras, uma proposta que aproxima literatura, história, memória e subjetividade para estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.


Quer levar esta Oficina para a sua escola ou Feira do Livro? Chame no WhatsApp do site.



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