Escavação das Palavras: oficina literária para escolas
- Jussara Prates

- 16 de jun. de 2025
- 8 min de leitura
Atualizado: há 18 horas
Oficina literária para escolas sobre literatura, história e memória
A Oficina Escavação das Palavras é uma proposta formativa para escolas que aproxima literatura, história, memória, escrita e psique a partir das narrativas da Segunda Guerra Mundial e de outras tragédias humanas.
Por meio de livros, cartas, imagens, testemunhos e reflexões, os estudantes são convidados a compreender a palavra como vestígio, abrigo, denúncia, elaboração e resistência.
A Oficina Escavação das Palavras é ministrada por Jussara Prates, escritora e historiadora, e Helena Klein, escritora e psicanalista.

Cartas, livros e fotografias antigas em oficina literária sobre memória e escrita
A Oficina literária para escolas - Escavação das Palavras é uma proposta formativa para escolas que aproxima literatura, história, memória, escrita e psique a partir das narrativas da Segunda Guerra Mundial e de outras tragédias humanas.
Por meio de livros, cartas, imagens, testemunhos e reflexões, os estudantes são convidados a compreender a palavra como vestígio, abrigo, denúncia, elaboração e resistência.
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Atendimento para escolas, turmas dos anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio, projetos de leitura, semanas literárias e ações interdisciplinares.
O que é a Oficina Escavação das Palavras?
A Escavação das Palavras é uma oficina criada e conduzida por Jussara Prates e Helena Klein, voltada a estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
A proposta parte da Segunda Guerra Mundial para discutir o valor da literatura, da escrita, das cartas e das narrativas de sobreviventes na preservação da memória e na elaboração de experiências traumáticas.
Mais do que apresentar fatos históricos, a oficina convida os estudantes a olhar para as marcas humanas deixadas pela guerra: o medo, o luto, os deslocamentos, os silêncios, os objetos, os livros e as palavras que sobreviveram.
O material base da oficina apresenta a Segunda Guerra Mundial como uma das maiores catástrofes humanas da história, relacionando o conflito ao cotidiano, às perdas, às imagens, às cartas e aos testemunhos que permanecem como registros de memória.
Por que trabalhar literatura, história e memória na escola?
A escola não é apenas o lugar onde os estudantes aprendem conteúdos. É também o espaço onde desenvolvem repertório, pensamento crítico, empatia e capacidade de compreender a experiência humana.
Quando temas como Segunda Guerra Mundial, Holocausto, censura, trauma, cartas e testemunhos são trabalhados de forma sensível, eles deixam de ser apenas capítulos do livro didático e passam a provocar reflexão sobre humanidade, violência, direitos, memória e responsabilidade.
A oficina ajuda a responder perguntas fundamentais:
Como falar sobre tragédias humanas sem banalizar a dor? Como aproximar os estudantes da história por meio da literatura? Como mostrar que cartas, livros e testemunhos também são documentos de memória? Como trabalhar leitura e escrita de forma significativa? Como conectar passado e presente sem perder o cuidado pedagógico?
Para nunca esquecer: quando a palavra se torna memória
A apresentação da oficina traz como chamada Para nunca esquecer!, apontando para a importância de lembrar, narrar e refletir sobre acontecimentos que marcaram profundamente a história humana.
A oficina parte da ideia de que a palavra pode guardar aquilo que muitas vezes a voz não consegue dizer.
Cartas, livros, diários, relatos e testemunhos são vestígios de pessoas que viveram situações extremas e tentaram, de algum modo, deixar marcas de existência, afeto, medo, perda, esperança ou despedida.
A partir dessa perspectiva, os estudantes são convidados a perceber que a história também vive nos detalhes: em uma carta encontrada, em um livro que circulou no front, em uma fotografia, em um silêncio, em uma memória familiar ou em uma narrativa literária.
Segunda Guerra Mundial, Holocausto e narrativas de sobrevivência
A Segunda Guerra Mundial é o eixo histórico inicial da oficina. O material apresenta o conflito entre 1939 e 1945, suas fases, principais grupos envolvidos e algumas figuras históricas associadas ao período.
A oficina também aborda o Holocausto, apresentado como o genocídio de judeus, ciganos, homossexuais, testemunhas de Jeová, pessoas com deficiência, opositores políticos e outros grupos perseguidos pelo regime nazista.
Esse conteúdo é trabalhado com cuidado, sem espetacularização da violência. O objetivo não é chocar os estudantes, mas ampliar a compreensão sobre intolerância, autoritarismo, desumanização, perseguição, memória e direitos humanos.
Livros, censura e poder
Um dos eixos mais fortes da oficina é a relação entre livros, censura e poder.
A apresentação destaca que os livros foram alvo de grande atenção durante a Segunda Guerra Mundial, tanto por regimes fascistas quanto por governos democráticos. A leitura pode ser entretenimento, recurso pedagógico, instrumento político ou ideológico.
A oficina aborda a queima de livros em Berlim, em 10 de maio de 1933, quando estudantes universitários, influenciados pela propaganda nazista, queimaram publicamente obras de autores considerados contrários à ideologia do regime.
Esse episódio permite discutir uma pergunta essencial:
Por que regimes autoritários temem livros, autores, professores e leitores?
A partir dessa questão, os estudantes refletem sobre censura, liberdade de pensamento, controle cultural, circulação de ideias e o papel da literatura na formação crítica.
Quando os livros foram à guerra
A oficina também apresenta uma dimensão menos conhecida da Segunda Guerra Mundial: a circulação de livros entre soldados.
O material aborda as Armed Services Editions, edições especiais criadas nos Estados Unidos para enviar livros aos soldados no front entre 1942 e 1945.
Esses livros eram impressos em formato de bolso, para caber no uniforme militar, e circulavam em trincheiras, hospitais e momentos de descanso. A apresentação mostra que soldados e marinheiros passavam os livros adiante, mesmo quando estavam desgastados, borrados, rasgados ou com páginas soltas.
Esse eixo permite compreender o livro como:
Abrigo simbólico;
Fonte de conforto;
Resistência diante do medo;
Cartas de guerra: vestígios dos vivos e dos mortos
As cartas ocupam um lugar central na oficina.
Elas aparecem como documentos históricos, testemunhos íntimos e marcas de pessoas que tentaram escrever quando a fala já não parecia suficiente.
A apresentação traz cartas da guerra, correspondências preservadas em memoriais e relatos de pessoas que escreveram em contextos de perseguição, separação, medo e luto.
Também são apresentados casos de cartas encontradas décadas depois, como documentos recuperados após o naufrágio de um navio de carga em 1941 e cartas localizadas em espaços marcados pela guerra.
A partir dessas narrativas, os estudantes são convidados a refletir:
O que uma carta tenta dizer quando a voz falha?
O que permanece de uma vida quando quase tudo foi destruído?
A guerra termina, mas as marcas permanecem
A oficina também discute trauma, memória e sobrevivência.
O material destaca que muitos sobreviventes carregaram marcas por toda a vida, inclusive afetando gerações seguintes. Muitos não conseguiram falar sobre o que viveram, porque não havia palavras suficientes para dar corpo ao sofrimento.
Esse ponto é tratado com sensibilidade, respeitando a faixa etária dos estudantes e o ambiente escolar.
A proposta não busca transformar a dor em espetáculo, mas ajudar os alunos a compreender que tragédias humanas deixam marcas nos corpos, nas famílias, nos objetos, nos lugares, nos livros, nas cartas e nos silêncios.
Escrita, memória e elaboração simbólica
Quando as palavras falham na fala, a escrita pode se tornar caminho.
A apresentação aborda a carta como ferramenta de elaboração, destacando que cartas terapêuticas podem ajudar a explorar sentimentos, refletir sobre experiências e articular esperanças para o futuro.
Na oficina, essa reflexão é adaptada ao contexto educativo. A escrita aparece como possibilidade de expressão, escuta e construção de sentido.
Os estudantes podem ser convidados a produzir pequenos textos, cartas simbólicas, reflexões, registros de memória ou respostas sensíveis a partir dos temas trabalhados.
Da Segunda Guerra às tragédias contemporâneas
A Escavação das Palavras parte da Segunda Guerra Mundial, mas não permanece presa ao passado.
A oficina abre espaço para pensar como tragédias humanas continuam produzindo perdas, deslocamentos e marcas coletivas. O material faz uma conexão com a enchente no Rio Grande do Sul, destacando a perda de casas, bens, referências de vida e histórias familiares.
Essa aproximação permite mostrar aos estudantes que a memória não pertence apenas aos livros de história. Ela também está nas comunidades, nas famílias, nos territórios e nos acontecimentos que atravessam o presente.
Para quais turmas a oficina é indicada?
A oficina é indicada para:
Estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental;
Estudantes do Ensino Médio;
Projetos de leitura e escrita;
Semanas literárias;
Feiras do livro;
Projetos interdisciplinares;
Atividades de História e Literatura;
Ações de educação em direitos humanos;
Projetos sobre memória, empatia e formação humana;
Atividades relacionadas à Segunda Guerra Mundial, Holocausto, livros, cartas e testemunhos.
Uma proposta interdisciplinar para escolas
A oficina dialoga com diferentes áreas do conhecimento.
História
Segunda Guerra Mundial, Holocausto, regimes totalitários, perseguições, cotidiano da guerra, memória e direitos humanos.
Literatura
Livros, autores, narrativas, testemunhos, literatura de guerra, leitura e formação humana.
Língua Portuguesa
Gêneros textuais, cartas, relatos, interpretação, produção escrita, argumentação e expressão subjetiva.
Filosofia e Sociologia
Ética, violência, poder, humanidade, alteridade, memória coletiva e responsabilidade social.
Projeto de Vida e formação humana
Sentido, escuta, empatia, reconstrução, pertencimento, elaboração simbólica e reflexão sobre o futuro.
Objetivos da Oficina Escavação das Palavras
A oficina tem como objetivos:
Aproximar estudantes da relação entre literatura, história, memória e psique;
Refletir sobre Segunda Guerra Mundial, Holocausto e outras tragédias humanas;
Compreender o valor histórico, literário e simbólico de livros, cartas e testemunhos;
Discutir censura, poder, leitura e liberdade de pensamento;
Estimular leitura, interpretação e produção escrita;
Desenvolver empatia, escuta e pensamento crítico;
Trabalhar a escrita como forma de expressão e elaboração;
Relacionar passado e presente a partir da memória e dos direitos humanos;
Fortalecer projetos escolares de leitura, literatura, história e formação humana.
Como a oficina acontece?
A oficina combina exposição dialogada, leitura de imagens, contextualização histórica, análise de trechos, reflexão coletiva e propostas de escrita.
A metodologia pode ser adaptada conforme a idade dos estudantes, o tempo disponível e os objetivos da escola.
A proposta pode incluir:
Apresentação visual com imagens, cartas e referências históricas;
Conversa orientada sobre literatura, memória e escrita;
Reflexão sobre livros, censura e poder;
Análise de cartas e vestígios documentais;
Atividade de escrita sensível;
Fechamento coletivo com discussão sobre memória, humanidade e responsabilidade.
Formatos possíveis
A oficina pode ser realizada em diferentes formatos:
Presencial ou online
Encontro único;
Dois encontros formativos (com atividades prática);
Atividade integrada a projeto escolar;
Ação para semana literária;
Proposta para feira do livro;
Atividade complementar ao estudo da Segunda Guerra Mundial;
Projeto interdisciplinar com produção escrita dos estudantes.
A duração, o formato e a abordagem podem ser ajustados conforme o calendário pedagógico, a faixa etária e os objetivos da instituição.
Por que levar esta oficina para sua escola?
Porque temas difíceis precisam ser trabalhados com conhecimento, cuidado e sensibilidade.
A Escavação das Palavras não é apenas uma palestra sobre guerra. É uma experiência formativa que aproxima história, literatura, memória e subjetividade.
A oficina contribui para:
Fortalecer projetos de leitura;
Ampliar repertório histórico e literário;
Trabalhar temas sensíveis com responsabilidade;
Estimular escrita e interpretação;
Desenvolver empatia e pensamento crítico;
Relacionar passado e presente;
Valorizar memória, humanidade e direitos humanos;
Oferecer uma atividade interdisciplinar com sentido pedagógico.
Sobre as ministrantes
Jussara Prates Girardi é escritora, produtora cultural e especialista em gestão estratégica de projetos, patrimônio, cultura e educação. Atua no desenvolvimento de projetos culturais, materiais educativos, publicações e ações voltadas à valorização da memória, identidade e diversidade cultural brasileira. (ver portfólio no site).
Helena Klein atua em parceria na oficina, contribuindo com o olhar sobre psique, escuta, escrita e elaboração simbólica das experiências humanas. (Ver portfólio no site).
Juntas, desenvolvem a Oficina Escavação das Palavras, uma proposta que aproxima literatura, história, memória e subjetividade para estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
Quer levar esta Oficina para a sua escola ou Feira do Livro? Chame no WhatsApp do site.












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