História do Cinema: Os Encantos da Sétima Arte
- Jussara Prates

- 28 de ago. de 2020
- 5 min de leitura
Atualizado: há 20 horas
O cinema é uma arte que reúne muitas outras em uma única produção. Imagem, som, música, fotografia, literatura, teatro, dança, figurino, interpretação, cenografia e tecnologia podem se encontrar em uma mesma narrativa.

Os Encantos da Sétima Arte: história do cinema e cultura
Ao longo do tempo, o cinema se tornou uma das linguagens culturais mais influentes do mundo. Além de movimentar a economia criativa em diferentes países, ele transformou comportamentos, criou personagens inesquecíveis, marcou gerações e ampliou as formas de imaginar, sentir e contar histórias.
Por isso, falar sobre a história do cinema é falar também sobre memória, cultura, tecnologia, arte e imaginação. O setor cinematográfico se tornou um gigante, o (1)"rei do mundo".

História do cinema: origem, arte e imaginação
Se passearmos através do tempo, veremos que a vontade humana de representar movimento é muito antiga. Desde a pré-história, há registros visuais que sugerem gestos, deslocamentos e cenas em ação. Em diferentes culturas, sombras, luzes, imagens e narrativas foram usadas para criar a sensação de movimento e contar histórias.
O caminho foi longo até chegarmos à primeira exibição pública de cinema, realizada em 1895, no Grand Café, no Boulevard des Capucines, em Paris, pelos Irmãos Lumière.
Ah, sim: Paris.
Como diria a famosa frase de Casablanca, “nós sempre teremos Paris”. E, nesse caso, Paris permanece como uma das cidades simbólicas da origem do cinema mundial.

Por que o cinema é chamado de sétima arte?
A partir das primeiras exibições, o cinema evoluiu rapidamente e se tornou uma das atividades culturais e de lazer mais fascinantes para o público.
O termo sétima arte foi associado ao cinema a partir das reflexões de Ricciotto Canudo, teórico e crítico que buscava aproximar o cinema das Belas Artes, ao lado da música, pintura, escultura, arquitetura, poesia e dança.
Para Canudo, o cinema era uma arte de síntese: uma arte capaz de reunir movimento, imagem, ritmo, expressão, narrativa e emoção.
Essa talvez seja uma das razões de seu encanto. O cinema não apenas mostra histórias. Ele nos envolve nelas.
A origem do cinema e os Irmãos Lumière

Alice Guy e as primeiras histórias do cinema
A história do cinema também é cheia de nomes que merecem ser lembrados com mais atenção.
Entre eles está Alice Guy, considerada uma das pioneiras da narrativa cinematográfica. Ela realizou seu primeiro filme em 1896 e construiu uma trajetória fundamental para a consolidação do cinema como linguagem de ficção, criação e imaginação.
Sua presença lembra que a história da cultura também precisa ser revisitada para recuperar vozes e trajetórias que, por muito tempo, ficaram menos visíveis.
Como em tantas áreas, o cinema também foi feito por mulheres, inventoras, artistas, técnicas, roteiristas e criadoras que ajudaram a transformar imagens em histórias.
Feito que lembra a frase de Máximus quando diz que (3) “o que se faz nessa vida ecoa na eternidade”. Outra curiosidade é que o primeiro cinema do mundo foi o Éden Théâtre, na cidade de La Ciotat, França e que apenas seis meses após a exibição em Paris, em 8 de julho de 1896, foi realizada a primeira exibição de filmes no Brasil, no Rio de Janeiro.
O cinema chega ao Brasil
Ocorreu no Rio de Janeiro uma das primeiras exibições públicas de filmes no país.
A partir daí, o cinema passou a fazer parte da vida cultural brasileira, atravessando diferentes fases, salas de exibição, cineclubes, festivais, produções nacionais, telenovelas, arquivos, acervos audiovisuais e práticas de memória.
Com o tempo, ele se tornou linguagem artística, indústria cultural, documento histórico, entretenimento, crítica social e experiência coletiva.
Suas histórias e personagens influenciam a cultura e o comportamento contemporâneo, não é difícil render-se ao charme de uma sala de cinema e embarcar numa viagem por outros planetas, mundos fictícios e mágicos e durante algumas horas viverem grandes aventuras, suspenses, romances, terror ou relaxar com alguma comédia. Lembre-se: (4) ”Se você usar a mente, pode fazer qualquer coisa”.

Com o avanço da tecnologia, há tempos podemos assistir filmes em casa. Afinal, (5)“não há lugar melhor que nosso lar”! Entretanto, assistir um filme exige ritual, é claro! É preciso decidir qual filme será o escolhido, pois todo cinéfilo que se preze tem um preferido para chamar de (6)“meu precioso”. Poderemos acessá-lo por mídias digitais ou dar uma passadinha na locadora. Sim! Algumas cidades ainda têm locadoras onde é possível bater papo, sobre cinema, com o atendente em busca de boas dicas.
Escolhido o filme, é hora de garantir o lanche que o acompanhará, afinal, há tempos aprendemos com Tom Hanks, (7)”que a vida é como uma caixa de bombons”... E a dieta? Ah, a dieta! (8)”Que a força esteja com vocês”, mas como já disse Scarlett O'hara (9)”jamais passarei fome outra vez”! E por mais que possamos resistir aprendemos com Dom Corleone que (10)”todo o poder do mundo não pode mudar o destino”.

O certo é que uma sessão de cinema é sempre uma ótima pausa na correria da vida... chegando ao término do filme concordamos com o Oráculo, (11)”Tudo que tem um começo tem um fim”. E na saída do cinema ou do sofá nos comprometemos com a próxima sessão. (12)”Hasta la vista baby! Eu voltarei”!

O escurinho do cinema está se transformando em nostalgia... Com as inovações tecnológicas quem é apaixonado por cinema sempre encontra meios de acompanhar os novos lançamentos e interagir com os seus personagens preferidos. É o que tem acontecido em eventos como o Anime Buzz, onde um impressionante volume de cinéfilos, de todas as faixas etárias, incorporam os mais variados personagens do cinema, séries, animes e outros tantos ramos dessa indústria fantástica. Sem dúvida, um evento interessante e democrático onde é possível encontrar sisudos profissionais incorporando personagens da sua infância, e isso nos lembra que (13)“podemos ser heróis na nossa própria vida, se tivermos coragem”.
Como disse Frederico Fellini “o cinema é um modo divino de contar a vida”, pois “num filme o que importa não é a realidade, mas o que dela possa extrair a imaginação”. (Charles Chaplin).

Cultura, memória e linguagem audiovisual
A Sinapse Cultural desenvolve conteúdos, projetos, oficinas e publicações voltadas à educação, cultura, memória, literatura, patrimônio e formação humana.
Se sua escola ou instituição deseja trabalhar cinema, literatura, memória, cultura ou projetos educativos, conheça as propostas da Sinapse Cultural.
Citações de filmes:
1- Titanic
2- Casablanca
3- O Gladiador
4- De volta para o futuro
5- O Mágico de Oz
6- O Senhor dos Anéis
7- em “Forest Gump
8- Star Wars
9- E o vento levou
10- O Poderoso Chefão
11- Matrix
12- O Exterminador do futuro
13- Transformers
Jussara Prates Girardi é escritora, produtora cultural e especialista em gestão estratégica de projetos, patrimônio, cultura e educação. Criadora da Sinapse Cultural, desenvolve livros, jogos educativos, oficinas, cursos, materiais pedagógicos e projetos voltados à valorização da memória, da diversidade cultural e da formação humana.
FONTES DAS IMAGENS E VÍDEOS:
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