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Sobre Nomes: História de Portão

Atualizado: há 21 horas

História de Portão RS e origem do nome do município a partir da Feitoria do Linho Cânhamo e do antigo portão


A escolha dos nomes e a memória coletiva


Se ainda não passou pela dificuldade de escolher um nome, seja para um filho, empresa, produto ou bichinho de estimação, acredite, ainda viverá esse dilema e, certamente, se tornará uma interessante experiência. Vai quase enlouquecer com as variáveis e sofrerá pelas dúvidas. Inúmeras vezes se questionará: Será que estou fazendo a escolha certa? E depois de escolhido, de vez em quando, ainda vai se questionar sobre a decisão tomada.



Nomes de meninas e meninos em arte gráfica com representação de pezinhos humanos

https://clubedeassinaturas.com.br/nomes-curtos-femininos-com-significados/



Com o passar do tempo, vai aos poucos percebendo que a escolha foi óbvia e perfeita, parecendo que sempre fora assim. Nos acostumamos com as denominações de tudo.



É o caso dos nomes dos municípios, às vezes parecem estranhos ou engraçados, mas para os moradores, que historicamente o conhecem e sabem das motivações para tal, ele lhes parece natural e adequado. Isso ocorre porque, ao longo da vida, ouvimos e lemos histórias sobre o lugar onde vivemos e essas informações fazem parte da memória coletiva, naturalizada de geração em geração.


História de Portão: a origem do nome do município


Para alguns, pode parecer estranho que um município se chame Portão, para nós não, afinal, desde sempre sabemos que na história de Portão, entre os anos de 1788 e 1789, por recomendações da coroa portuguesa, foi construído um portão. Entre outras funções, ele delimitava essa parte do território da Feitoria do Linho Cânhamo e impedia que o gado, criado na Estância Velha, escapasse pelo arroio Correa, o atual arroio Portão, em direção ao Rincão do Cascalho. Sabemos também que ele se tornou referência de localização entre os tropeiros que circulavam nessa região e acabou, naturalmente denominando a localidade. Assim, duzentos e tantos anos depois, o nome Portão nos parece óbvio e adequado.



Praça Ramuel Rodrigues da Rosa em Portão RS próxima ao local simbólico do antigo portão histórico

Nas proximidades da atual Praça Ramuel Rodrigues da Rosa é que foi construído o portão, entre 1788/89 não se tem dados sobre a localização exata.



Foto em frente a Prefeitura de Portão - Ato Oficial




Foto do prédio da prefeitura Municipal de Portão


O antigo portão e a Feitoria do Linho Cânhamo


Segundo registros, nos primeiros tempos o portão ficava trancado sendo aberto por um guarda/feitor que morava nas proximidades. A Feitoria do Linho Cânhamo foi desativada em 1821, pouco antes da chegada dos alemães em 1824 e parte dessas terras passaram a compor a Colônia de São Leopoldo, iniciando-se assim, um novo ciclo na história regional.



O monumento sob o viaduto Alfredo Lemmertz


Foto em composição reunindo as duas partes do do monumento alusivo ao portão.

Foto de Isaías Mattos, 2009


O portão está, simbolicamente, representado no monumento embaixo do viaduto Alfredo Lemmertz, que remonta à ideia de estarmos atravessando um portão quando adentrarmos o centro da cidade.





Viaduto Alfredo Lemmertz em Portão RS





Foto do letreiro Eu Amo Portão - Praça Armando Albino Mattes


Educação patrimonial e memória local em Portão


É um elemento histórico que povoa o nosso imaginário e já serviu de inspiração para trabalhos de alunos e produções poéticas, contribuições valiosas para a manutenção da identidade e da memória local.


Foto da terraplenagem para construção do Ginásio de Esportes em Portão.



Foto do letreiro Portão - obra de 1972

https://www.consolidesuamarca.com.br/

registro-de-marcas-portao-rs




Referência poética sobre Portão


Que o verso a seguir nos inspire a olhar com mais poesia para a nossa Portão.

“Nascido no tempo antigo

Entre o Sinos e o Caí,

Logo fizeram de ti

O mais sincero amigo

Pois serviste de abrigo

Do escravo e do tropeiro,

Que a cavalgar o dia inteiro

Cruzando o campo deserto,

Te encontrou “Portão” aberto

E um solo hospitaleiro”

(“Rememorando” de Ernani de Oliveira Nunes)



História local, memória e publicações com propósito


A Sinapse Cultural desenvolve pesquisas, livros, oficinas, projetos editoriais e materiais educativos voltados à memória local, história dos municípios, educação patrimonial e formação humana.


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Jussara Prates Girardi é escritora, produtora cultural e criadora da Sinapse Cultural. Licenciada em História e Biologia, especialista em educação, arquivos, patrimônio, diversidade cultural e sustentabilidade, com MBA em Gestão Estratégica de Projetos, atua no desenvolvimento de livros, cursos, oficinas, jogos educativos, materiais pedagógicos e projetos culturais voltados à educação, memória, cultura e formação humana.



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