Memórias em Cena
Atualizado: 1 de set.
Memórias em Cena: território, história, patrimônio e cultura de Nova Petrópolis
A experiência da Sinapse Cultural na produção de livros, materiais paradidáticos e projetos que aproximam pesquisa, cultura e educação foi abrindo novos caminhos de criação. Ao observar mais atentamente o território, suas memórias, paisagens, saberes e pessoas, nasceu a vontade de transformar esse olhar em um projeto mais amplo. Foi desse encontro entre experiência, pesquisa e pertencimento que Memórias em Cena ganhou força, forma e inspiração.
Memórias em Cena: território, história e cultura contados por muitas vozes
Autoras
Jussara Prates
Historiadora, bióloga, escritora, produtora cultural e conservadora-restauradora de acervos, Jussara Prates construiu sua trajetória entre história, educação, patrimônio cultural, memória e desenvolvimento de projetos. Autora de livros e materiais educativos e idealizadora da Sinapse Cultural, dedica-se há mais de duas décadas à pesquisa, à valorização da história local e à educação patrimonial. Em Memórias em Cena, seu olhar aproxima pesquisa histórica, território e cultura, buscando transformar memórias e referências locais em narrativas acessíveis, capazes de despertar pertencimento, curiosidade e novas leituras sobre o lugar onde vivemos.
Helena Klein
Com uma trajetória marcada pelo encontro entre literatura, cultura e experiência humana, Helena Klein atua como escritora, psicanalista, hoteleira, professora de Língua Portuguesa e de Língua Inglesa e agente cultural. Autora de romances, contos e crônicas, Helena já dirigiu o Núcleo de Arquivo Histórico e Biblioteca de Nova Petrópolis e integra comitês de políticas públicas voltadas à cultura, ao livro e à leitura. Em Memórias em Cena, sua escrita traz sensibilidade à pesquisa histórica, conectando personagens e vivências cotidianas para transformar o território em pura narrativa literária.
A Fotografia sob o olhar de Adriane da Cruz
A fotografia é uma das linguagens que atravessam o projeto Memórias em Cena, estabelecendo pontes entre memória, paisagem e contemporaneidade. Nesse percurso, o olhar da fotógrafa Adriane da Cruz está presente nos dois livros do projeto — Nova Petrópolis: Memórias em Cena — 70 anos de conquistas e Memórias em Cena: Território e Cultura. Suas imagens não ocupam as páginas apenas como ilustração: ajudam a ler e interpretar o território, registrando paisagens, lugares, detalhes e perspectivas da Nova Petrópolis contemporânea. Ao dialogarem com as fotografias antigas, documentos, narrativas e demais linguagens presentes nas obras, seus registros criam uma conexão entre diferentes tempos. Afinal, a fotografia que hoje registra o presente também estará, amanhã, entre as imagens pelas quais outras gerações conhecerão a nossa memória e a paisagem que escolhemos deixar registrada.

Nova Petrópolis: Memórias em Cena - 70 Anos de Conquistas
e
Memórias em Cena: Território e Cultura
Conhecer um território exige mais do que conhecer datas, nomes ou acontecimentos importantes. Um território é feito de pessoas, paisagens, edificações, histórias, sabores, festas, músicas, imagens, afetos, movimentos, transformações e diferentes maneiras de viver e interpretar o lugar.
Foi desse entendimento que nasceu o projeto Memórias em Cena.
A proposta começou com a intenção de reunir, em uma única publicação, diferentes aspectos da história e da cultura de Nova Petrópolis. Mas a pesquisa cresceu. As fontes se multiplicaram, outras possibilidades de leitura e escrita surgiram e ficou evidente que aquela história não caberia em um único livro.
Foi então que o projeto também se transformou e ganhou vida própria.
Decidiu-se produzir uma primeira obra vinculada à celebração dos 70 anos de Nova Petrópolis, recuperando aspectos da trajetória histórica do município e de sua gastronomia, e deixar para uma segunda publicação uma discussão mais contemporânea: o território, a paisagem cultural e as diferentes formas pelas quais a cultura pulsa no cotidiano da cidade.
Nasceram, assim, duas obras que dialogam entre si, mas que também possuem identidade própria:
Nova Petrópolis: Memórias em Cena — 70 anos de conquistas
e
Memórias em Cena: Território e Cultura.
Aprofundando e compreendendo a complexa estrutura que forma a cultura local, com o tempo, Memórias em Cena ultrapassou as páginas dos livros.
Tornou-se um projeto que reúne história, literatura, patrimônio, artes visuais, fotografia, audiovisual, arquitetura, gastronomia, turismo, formação e participação comunitária, utilizando diferentes linguagens para provocar algo que está na essência de toda a proposta:
Olhar com sensibilidade para o lugar onde vivemos e descobrir nele histórias que talvez sempre estivessem diante de nós, mas que ainda não havíamos aprendido a enxergar.

O território como ponto de partida
Memórias em Cena parte do local, mas não pretende permanecer limitado a ele.
Conhecer o lugar onde vivemos permite compreender processos históricos, sociais e culturais muito mais amplos. A história de uma edificação pode revelar mudanças econômicas. Uma receita pode contar sobre migrações, adaptações, afetividade e transmissão de saberes. Uma fotografia antiga nos permite perceber transformações da paisagem. Uma música, uma festa, uma obra de arte ou uma lembrança familiar podem abrir caminhos para discutir identidade, patrimônio, pertencimento e diversidade. e, principalmente, nos ajuda a pensar sobre o que devemos fazer com esse legado, na perspectiva de futuro.
É justamente essa compreensão do território que hoje aparece entre as premissas da política de Educação Patrimonial do IPHAN: os bens culturais estão inseridos nos espaços de vida das pessoas e “os territórios são espaços educativos”.
A Portaria IPHAN nº 137/2016 vai ainda mais longe ao orientar que o território seja valorizado como espaço educativo, passível de diferentes leituras e interpretações, e que patrimônio cultural seja trabalhado de maneira transversal e interdisciplinar.
Essa é uma ideia muito próxima da essência de Memórias em Cena.
O território pode ser lido, interpretado, ressignificado e apropriado.
E cada linguagem oferece uma maneira diferente de realizar essa leitura.
A parceria com a Secretaria de Educação e Desporto e de Turismo e Cultura - por meio da aquisição de parte da edição - viabilizou o encontro do projeto com as Escolas e Estudantes do município - essa sempre foi a principal motivação para esta produção.
Para nós, é uma imensa alegria poder contribuir na construção de uma educação cidadã e transformadora no território de Nova Petrópolis

Nova Petrópolis: Memórias em Cena — 70 anos de conquistas
História, memória e gastronomia
O primeiro livro nasceu em um momento especial: a comemoração dos 70 anos de Nova Petrópolis.
A publicação foi pensada como uma oportunidade de olhar para a trajetória do município sem transformá-la simplesmente em uma sucessão cronológica de acontecimentos.
História e memória se encontram com a gastronomia, as imagens, a literatura e diferentes manifestações culturais para apresentar Nova Petrópolis por meio de uma leitura acessível e capaz de dialogar com diferentes gerações.
As fotografias históricas do Arquivo Histórico Municipal Lino Grings estabelecem pontes com outros tempos, enquanto as fotografias artísticas contemporâneas de Adriane da Cruz permitem observar o município no presente.
A obra também recebeu ilustrações produzidas por diferentes artistas e incorporou uma linguagem que ultrapassa o livro impresso: por meio de QR Codes, o leitor pode acessar produções audiovisuais exclusivas e estabelecer novas conexões com os assuntos apresentados.
O livro, portanto, não foi pensado para encerrar a pesquisa.
Foi pensado para despertar outras perguntas.
2025 — quando Memórias em Cena ocupou outros espaços
Durante o processo de produção do primeiro livro rapidamente percebeu-se que o projeto poderia ganhar outras linguagens.
Em 2025, a parceria com o Coletivo de Artistas Visuais de Nova Petrópolis deu origem à exposição Recanto de Nova Petrópolis, com curadoria de Selestino Oliveira - Stino.
Os artistas foram convidados a interpretar o território por meio das artes visuais. A cidade registrada pelos documentos e pelas fotografias passou também a ser vista pelas cores, formas, sensibilidades e escolhas daqueles que convivem com ela.
Era a mesma Nova Petrópolis.
E, ao mesmo tempo, eram muitas.
Porque um dos aprendizados que nos acompanhou durante todo o projeto é justamente este: não existe apenas uma maneira de contar um território.
Fotos de Irani Oliveira
Educação para o Patrimônio
Ainda em 2025 foi realizada a Oficina Educação para o Patrimônio, dirigida a professores e à comunidade, com a participação de profissionais de diferentes áreas:
Jussara Prates — Escritora, Historiadora e Bióloga; Karen Brakemeir — Arquiteta e Urbanista; Pedro H. Scheer — Historiador e Helena Klein — Escritora, Hoteleira, Psicanalista e professora de Letras.
A presença desses diferentes olhares não foi casual.
História, arquitetura, literatura, memória, turismo e relações humanas permitem perceber que patrimônio cultural não pertence a uma única área do conhecimento.
Ele está no cotidiano.
E justamente por isso é que deve ser discutido de maneira interdisciplinar.
Fotos da equipe
O livro encontra seus leitores
O lançamento de Nova Petrópolis: Memórias em Cena aconteceu no Espaço Sicredi — Nova Petrópolis, acompanhado de um Sarau Literário com a participação especial de artistas e declamadores do CTG Pousada da Serra e do poeta João Batista. Neste noite foi realizada uma homenagem aos ex-Prefeitos do município em comemoração aos 70 anos de emancipação.
Mais uma vez, o encontro entre diferentes linguagens da cultura proporcionaram um momento de trocas e aprendizagens.
Assim, o livro deixou de ser apenas um objeto de leitura para tornar-se motivo para encontro, conversa, literatura, oralidade e compartilhamento de experiências.
Na Feira do Livro de Nova Petrópolis, na Rua Coberta, Memórias em Cena voltou a encontrar seus leitores por meio de bate-papo com estudantes, apresentação da obra e comercialização do livro.
Em novembro, uma nova parceria aproximou o projeto da memória museológica local. O Museu Alberto Hillebrand, a Associação dos Boêmios contaram com a colaboração dos historiadores do projetos para a montagem de uma exposição histórica realizada no Espaço Sicredi, ampliando novamente as conexões entre publicação, acervos, instituições e comunidade. Nesta atividade integraram-se os 30 anos do Museu, os 70 anos de emancipação política de Nova Petrópolis e os 150 anos de imigração boêmia.
Cada ação acrescentou uma nova camada ao projeto.
2025
Nova Petrópolis: Memórias em Cena — 70 anos de conquistas → Exposição Recanto de Nova Petrópolis → Oficina Educação para o Patrimônio → lançamento e Sarau Literário → Feira do Livro → exposição museológica Museu Alberto Hillebrand e Associação dos Boêmios.

Memórias em Cena: Território e Cultura
Paisagem cultural, cultura e contemporaneidade
No segundo livro, o olhar se desloca.
Se a primeira publicação partiu da comemoração dos 70 anos e da trajetória histórica do município, Memórias em Cena: Território e Cultura aproxima o leitor da Nova Petrópolis contemporânea.
A paisagem cultural e a cultura tornam-se fios condutores.
A narrativa ficcional avança para o presente e começa também a dialogar com o futuro.
Que território estamos construindo?
Que manifestações culturais permanecerão?
Que transformações estão acontecendo diante de nossos olhos?
E quem são as pessoas que, muitas vezes silenciosamente, fazem a cultura acontecer todos os dias?
Para construir essa narrativa, Helena Klein e Jussara Prates buscaram inspiração em diferentes pessoas da comunidade que, em seus cotidianos, ajudam a dar o tom do pulsar cultural de Nova Petrópolis.
Por isso, o segundo livro carrega uma característica especialmente importante:
ele é atravessado por muitas vozes contemporâneas.
São experiências e perspectivas que aproximam a narrativa do leitor e ajudam a demonstrar que cultura não é algo que existe somente nos grandes acontecimentos ou nas instituições.
Cultura acontece todos os dias.
A paisagem também conta histórias
A noção de paisagem cultural amplia a maneira de perceber o território.
Natureza e sociedade não aparecem separadas. Edificações, jardins, caminhos, monumentos, espaços de convivência, atividades econômicas, manifestações culturais e formas de ocupação compõem uma paisagem permanentemente transformada pelas pessoas.
Ler essa paisagem significa perguntar:
Por que este lugar é assim?
O que mudou?
O que permaneceu?
Que escolhas produziram aquilo que vemos hoje?
E que paisagem queremos deixar para as próximas gerações?
A leitura do território deixa, portanto, de olhar exclusivamente para o passado.
Ela também nos responsabiliza pelo futuro.

2026 — Nova Petrópolis: Cidade das Flores e das Torres
O diálogo entre literatura e artes visuais ganhou uma nova dimensão em 2026.
Novamente em parceria com o Coletivo de Artistas Visuais de Nova Petrópolis, foi realizada a exposição Nova Petrópolis: Cidade das Flores e das Torres.
Pinturas e esculturas traduziram diferentes percepções da paisagem cultural do município, transformando novamente o território em matéria para criação artística.
A abertura contou ainda com participação especial do Coral Tom de Mulher, fazendo com que artes visuais, música, memória e paisagem compartilhassem o mesmo espaço.
A exposição integrou uma proposta mais ampla de sensibilização sobre memória, identidade, patrimônio cultural, turismo e desenvolvimento local — uma aproximação entre cultura, território e geração de valor que já vínhamos construindo no projeto.
Dia Estadual do Patrimônio e Dia da Fotografia
Dia Estadual do Patrimônio Cultural e Dia Mundial da Fotografia
Em 2026, o Memórias em Cena integrou também as ações alusivas ao Dia Estadual do Patrimônio Cultural do Rio Grande do Sul e ao Dia Mundial da Fotografia, aproximando duas dimensões muito presentes no projeto: a preservação das referências culturais e o olhar sobre o território. No dia 19 de agosto, o encontro Patrimônio que Gera Valor, realizado no Espaço Sicredi Nova Petrópolis, reuniu comunidade, trabalhadores da cultura, empreendedores e gestores para refletir sobre como história, arquitetura, memória, fotografia, saberes e identidade podem fortalecer o pertencimento e também gerar oportunidades para o turismo cultural, a economia criativa e o desenvolvimento sustentável. Com a participação de Jussara Prates, Silvio Silmar Peters e Álvaro Benevenuto Jr., a atividade reforçou uma das ideias centrais do projeto: conhecer e registrar o território é também uma forma de reconhecer seu valor e participar das escolhas sobre aquilo que desejamos preservar, transformar e transmitir às próximas gerações.

Patrimônio que gera valor
Em 2026 também foi realizado o workshop Cultura que Gera Valor, com:
Jussara Prates
Silvio Peters
Álvaro Benevenuto
A proposta ampliou novamente a discussão e os olhares sobre História, Território Cultura Local e Turismo .
Preservar e valorizar patrimônio não significa apenas olhar para aquilo que passou. Cultura e patrimônio também participam da economia, do turismo, da identidade territorial, da qualidade das experiências oferecidas por uma cidade e de suas possibilidades de desenvolvimento.
Essa compreensão encontra respaldo nas próprias diretrizes de Educação Patrimonial do IPHAN, que recomendam a articulação das políticas de patrimônio com cultura, turismo, meio ambiente, educação, desenvolvimento urbano e outras áreas, além de sua associação às ações de sustentabilidade local e regional.
Assim, Memórias em Cena passa a provocar outra pergunta:
Como transformar o conhecimento e a valorização daquilo que somos em possibilidades para aquilo que ainda podemos construir?
Um livro que também se assiste
O audiovisual ganhou presença ainda maior no segundo livro.
Diferentes produtores autorizaram a disponibilização, por meio de QR Codes, de suas produções sobre Nova Petrópolis.
O leitor pode sair da página impressa para assistir a outros olhares sobre a cidade.
Essa escolha faz parte da própria concepção pedagógica do projeto.
O livro não pretende concentrar todo o conhecimento.
Ele funciona como uma espécie de mapa de possibilidades.
Uma fotografia pode levar a uma pesquisa.
Um QR Code pode conduzir a um filme.
Uma história pode despertar uma entrevista com alguém da família.
Uma obra de arte pode provocar uma discussão sobre paisagem.
Uma receita pode levar à investigação sobre patrimônio imaterial.
Uma personagem pode fazer o leitor perceber uma pessoa de sua própria comunidade de outra maneira.
E uma pergunta pode dar origem a uma nova história.
Memórias em Cena e a Educação Patrimonial
Há uma ideia central em todo o projeto:
é difícil valorizar aquilo que não aprendemos a reconhecer.
A Educação Patrimonial contemporânea não se resume à transmissão de informações sobre monumentos ou bens oficialmente protegidos. O IPHAN a define a partir de processos educativos de sensibilização e mediação que devem favorecer a apropriação social, o reconhecimento, a valorização e a preservação das referências culturais, tendo como princípio a construção coletiva e democrática do conhecimento e a participação efetiva das comunidades.
A própria evolução conceitual registrada pelo Instituto mostra que a Educação Patrimonial foi sendo ampliada e repensada ao longo do tempo; a Portaria nº 137/2016 permanece como uma das principais referências normativas da área.
Essa concepção ajuda a compreender por que Memórias em Cena procura trabalhar com muitas fontes, muitas linguagens e muitas vozes.
O patrimônio não é apresentado ao leitor como uma resposta pronta.
Ele é um convite à leitura, à investigação e à participação.
Um recurso para aprender a investigar


Essa concepção possui especial importância para a escola.
A BNCC oferece várias possibilidades de trabalho diretamente relacionadas à proposta de Memórias em Cena. No Ensino Fundamental, por exemplo, prevê identificar como culturas e povos se relacionam com os espaços ocupados; discutir a produção e a presença ou ausência de diferentes grupos nos marcos de memória; comparar diferentes pontos de vista utilizando inclusive fontes orais; e inventariar patrimônios materiais e imateriais, analisando mudanças e permanências ao longo do tempo.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional estabelece ainda que a base nacional comum dos currículos deve ser complementada por uma parte diversificada relacionada às características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos.
Portanto, estudar o território não significa substituir a história do Brasil ou do mundo pela história local.
Significa criar pontos de conexão.
Quando o estudante aprende a investigar o lugar onde vive, começa também a perceber como grandes processos históricos atravessam a sua própria realidade.
E aí uma praça, um prédio, uma fotografia, uma paisagem, uma festa, um depoimento ou um objeto deixam de ser apenas elementos cotidianos.
Transformam-se em fontes.
Um projeto pensado para diferentes idades
Embora possua intencionalidade pedagógica, Memórias em Cena não foi criado apenas para a escola.
A linguagem procura ser acessível a leitores de diferentes idades.
Crianças podem encontrar personagens e imagens.
Jovens podem acessar vídeos, fotografias e outras linguagens.
Professores podem estabelecer relações com diferentes componentes curriculares.
Famílias podem reconhecer histórias, lugares e experiências.
Pesquisadores podem encontrar referências e fontes capazes de conduzir a novas investigações.
Moradores podem reconhecer aspectos do seu cotidiano.
E visitantes podem descobrir que por trás da paisagem turística existe um território carregado de histórias.
O projeto não determina uma única forma de leitura.
Ele oferece caminhos.
Ler uma história para construir outras
Talvez essa seja uma das características que melhor definem Memórias em Cena.
Os livros foram pedagogicamente pensados para não encerrarem a experiência na última página.
Ao contrário.
A proposta é despertar curiosidade.
O leitor é convidado a estabelecer relações, acessar outros conteúdos, observar seu entorno, conversar com outras pessoas, buscar documentos, comparar imagens, questionar narrativas e produzir suas próprias interpretações.
Essa perspectiva se aproxima inclusive dos Inventários Participativos do IPHAN, cuja metodologia parte do território e das fontes pesquisadas para reconhecer lugares, objetos, celebrações, formas de expressão e saberes como referências culturais. O próprio Instituto caracteriza o inventário como uma forma de pesquisar, coletar e organizar informações sobre aquilo que se deseja conhecer melhor, voltando o olhar para os espaços da vida e para o patrimônio cultural local.
É exatamente esse movimento que Memórias em Cena pretende estimular:
Ler para observar; observar para perguntar; perguntar para pesquisar; pesquisar para compreender; compreender para produzir novas histórias.
Um projeto construído em parceria
Nenhuma iniciativa dessa dimensão se constrói sozinha.
A realização das diferentes etapas de Memórias em Cena contou com importantes parcerias institucionais e comunitárias.
A Secretaria Municipal de Educação e Desporto e a área municipal de Cultura e Turismo, por meio da aquisição de exemplares destinados às escolas e do apoio às ações, contribuíram para fomentar e tornar possível a continuidade do projeto.
A Sicredi Pioneira, por meio de patrocínio e da disponibilização do Espaço Sicredi, possibilitou a realização de diferentes atividades, encontros, exposições, oficinas e lançamentos.
Somaram-se a essas instituições artistas, escritores, historiadores, profissionais do audiovisual, fotógrafos, educadores, entidades culturais, museus, associações e pessoas da comunidade.
A parceria, aqui, não é apenas uma forma de viabilizar atividades.
Ela integra o próprio conceito do projeto.
Afinal, se um território é produzido por muitas pessoas, sua história também precisa permitir o encontro de muitas vozes.
Um projeto construído em parceria
Nenhuma iniciativa dessa dimensão se constrói sozinha.
A realização das diferentes etapas de Memórias em Cena contou com importantes parcerias institucionais e comunitárias.
A Secretaria Municipal de Educação e Desporto e a área municipal de Cultura e Turismo, por meio da aquisição de exemplares destinados às escolas e do apoio às ações, contribuíram para fomentar e tornar possível a continuidade do projeto.
A Sicredi Pioneira, por meio de patrocínio e da disponibilização do Espaço Sicredi, possibilitou a realização de diferentes atividades, encontros, exposições, oficinas e lançamentos.
Somaram-se a essas instituições artistas, escritores, historiadores, profissionais do audiovisual, fotógrafos, educadores, entidades culturais, museus, associações e pessoas da comunidade.
A parceria, aqui, não é apenas uma forma de viabilizar atividades.
Ela integra o próprio conceito do projeto.
Afinal, se um território é produzido por muitas pessoas, sua história também precisa permitir o encontro de muitas vozes.
2026
Memórias em Cena: Território e Cultura → Exposição Nova Petrópolis: Cidade das Flores e das Torres → participação do Coral Tom de Mulher → Workshop Cultura que Gera Valor → Feira do Livro → audiovisual integrado por QR Codes.
Memórias em Cena nasceu de uma experiência construída em Nova Petrópolis, mas deixou uma metodologia, muitos aprendizados e novas possibilidades de pensar a relação entre território, memória, cultura e educação. Porque cada lugar guarda histórias que merecem ser pesquisadas, compartilhadas e colocadas novamente em cena.
Lançamento do Livro Memórias em Cena: Território e Cultura - 29ª Feira do Livro de Nova Petrópolis/RS
Créditos: Jordana Kiekow | Comunicação PMNP














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